O primeiro da série dos dias malucos, hoje é o dia da blasfêmia. Escolhido para ser no dia 30 de setembro, dia que os cartoons com a face de muhamed foram publicados na Dinamarca em 2005, é o dia para lembrar que todos devem ter o direito de falar o que bem entenderem sem ter que se preocupar com as facilmente ofendidas facções religiosas radicais.
Em geral as religiões gozam, ou acreditam que tem o direito de gozar de um muro protetor contra qualquer tipo de critica, sátiras ou parodias. O argumento usado é que qualquer coisa que uma igreja ou representante dela diga, dite ou faça é sagrada e contestar tais verdades absolutas são extremamente ofensivas.
Em primeiro lugar não acredito que as pessoas tenham, ou devam ter, o direito de não ser ofendidas. Ser ou não ofendido é uma coisa pessoal e extremamente relativa e na pratica seria impossível definir o que deve ou não ser considerado ofensivo.
O fato é que países teocráticos, igrejas e outras entidades religiosas já usam a blasfêmia como ferramenta de censura e ou perseguição daqueles que denunciam os problemas deles. E são exatamente estes governos que estão fazendo loby na ONU para que a proibição da blasfêmia seja escrita na lei internacional em nome do relativismo cultural, porém tal proibição seria, na minha opinião, um ponto a favor do absolutismo cultural.
É claro que eu não acredito em sair por ai humilhando ou ofendendo a todos. Eu defendo o direito das pessoas de acreditar que papai do céu criou o mundo em meia dúzia de dias ou que que os dinossauros eram bonzinhos e dóceis até que um sujeito qualquer comeu uma fruta amaldiçoada. E da mesma forma eu tenho o direito de acreditar que elas são idiotas. Não é por isso que eu vou sair por ai tentando convencer a todos da minha opinião, eu só não quero é que ninguém venha me dizer o que eu posso ou não dizer.
Por Victor Bogado da Silva Lins em 30/09/2009